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Anticoncepcionais – Perigo Silencioso

 

*Gabriela Eiras Ortoni 
Acadêmica de Enfermagem 8° período e integrante da LASM – FESGO
 
**Edicássia Rodrigues Morais Cardoso 
Docente do Curso de Enfermagem e coordenadora da LASM - FESGO
 
 

 

 

 

Os anticoncepcionais foram criados nos Estados Unidos na década de 60, com o objetivo de evitar as gestações indesejáveis e poder realizar atividades sexuais por prazer.  

Segundo as bulas dos anticoncepcionais, os efeitos colaterais de eventos tromboembólicos são casos raros, mas segundo relatos de mulheres aparentemente normais, sem um histórico familiar ou fator de risco, apresentados na página “Um veneno chamado anticoncepcional”, criado pela Daniela Ayub após ser mais uma vítima do anticoncepcional, sofre uma embolia e uma trombose venosa no membro inferior esquerdo. 

Várias mulheres novas, em pleno auge das suas vidas estão sendo internadas por causa de tromboses venosas profundas em membros inferiores (TVP) ou por embolias que acontece devido a evolução da doença pela demora no diagnóstico correto, causar uma reviravolta nas suas vidas, pois terá que realizar mudanças nas atividades diárias como ter de utilizar meias de compressão e algumas utilizarão anticoagulantes para o resto das suas vidas por possuírem, alterações genéticas (trombofilias), e risco de amputações de membros e outras vão a óbito.  

Além dos problemas físicos, pode desencadear efeitos psicológicos, pois uma mulher após ter um evento tromboembólico, desenvolve medos de realizar certas atividades, tomar alguns medicamentos, pois sempre vem nas suas lembranças o episódio da dor e do desespero daquela situação que ela poderia ter morrido e sempre se sentirão inseguras porque pode acontecer novamente e dessa vez pode ser pior. Muitas após receberem alta médica precisam realizar terapias com psicólogos porque não conseguem seguir com a vida. 

Muitos países nos últimos anos proibiram a venda de certos anticoncepcionais por ter registrado alto número de óbitos e sequelas em mulheres, como exemplo temos: Diane 35, Yaz, Diminuit; mas no Brasil continuam serem comercializados sem nenhum problema. 

O casal deve tomar a decisão juntos de qual seria o melhor método anticonceptivo que utilizarão, caso optem pelos comprimidos de anticoncepcional, a mulher deve realizar uma consulta com o seu ginecologista e exigir o pedido dos exames de trombofilias. Após realizar os exames e os resultados apresentarem uma alteração, deve realizar um acompanhamento com um hematologista para a prescrição de um tratamento que poderá ser o uso de anticoagulantes ou antiplaquetários. 

Anticoncepcional é coisa séria, mas o que se observa é que a mulher desde sua adolescência usa indiscriminadamente sem consultar o profissional médico. O ginecologista durante a consulta realizará anamnese completa com investigação de fatores de risco para doenças tromboembólicas.

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