Insuficiência Respiratória Aguda

Você está de plantão na unidade avançada do SAMU e é disparado para auxiliar a unidade básica em uma ocorrência: mulher, 57 anos, hipertensa, diabética e diagnóstico prévio de ICC, cursou com dispneia, insuficiência respiratória aguda.

Determine o manejo dessa paciente.

O manejo inicial dessa paciente deve ser classifica-la como paciente crítico, pois ela encontra-se em insuficiência respiratória aguda. Vale-se lembrar que choque e rebaixamento do nível de consciência constituem outras duas principais modalidades frequentemente manifestadas pelos pacientes críticos. Assim, o primeiro passo ao se deparar com essa paciente é estabilizar e seguir o mnemônico “MOVE”: monitorização, oxímetro de pulso, venóclise e examinar.

Nessa paciente, a venóclise por meio do acesso venoso calibroso antecubital ofereceu dificuldades a equipe, então optou-se por pegar a veia jugular externa. Enquanto tentava-se a VJE, simultaneamente, tentava-se a antecubital conseguindo-se primeiramente o acesso antecubital.

Depois do MOVE, constatou-se que a paciente estava saturando a 92%, FC 134, com FR de 32 irpm e sinais de esforços respiratório, TA: 180x145 mmHg e GCS:15. Diante desse quadro, para estabilizar a paciente, optou-se pela sequência rápida de intubação orotraqueal. Seguindo o ABCD, os problemas do A e B foram resolvidos. Destacando-se que ao examinar, a paciente apresentava creptos e sibilos bilaterais em 2/3 inferiores de ambos hemitóraces.

Feito isso, agora é necessário categorizar a paciente no protocolo de ICC descompensada. Dentre os perfis de ICC descompensada temos:

  • Quente e seco: perfusão adequada e sem congestão.
  • Quente e úmido: perfusão adequada e com congestão.
  • Frio e úmido: hipoperfusão e congestão.
  • Frio e seco: hipoperfusão e sem congestão.

Dessa maneira, nossa paciente enquadrava-se no segundo grupo quente e úmido. Dentre a condutas seguintes, foi colhida a história SAMPLA, onde a acompanhante da paciente relatou cirurgia cardíaca prévia (não soube referenciar motivo) e safenectomia.  O ECG de 12 derivações apresentava elevação de segmento ST equivalente a 1mm em V1 e V3 não constituindo, assim, critério diagnóstico de IAM.

Por conseguinte, devemos realizar a abordagem medicamentosa. Considerando o perfil da ICC descompensada e presença de edema agudo de pulmão, optamos por realizar sulfato de morfina 2mg IV (infusão lenta, em 3 minutos) + furosemida 2 ampolas IV com necessidade de repetição de mais uma ampola após 20 minutos. 

Paciente cursou com estabilização do quadro, apresentando FC: 83 bpm, SatO2: 100%, TA: 140X90 mmHg e sem alterações no ecg.

Por fim, realizamos contato com a Regulação médica solicitando encaminhamento para unidade de saúde de destino (UTI).

LAET - Liga Acadêmica de Emergência e Trauma

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