SÉRIE "CASOS CLÍNICOS EM RADIOLOGIA COMENTADOS" #9

Paciente

Paciente do sexo feminino, 50 anos. Apresentou dor em região dorsal média. Tinha histórico de neoplasia da mama tratada há um ano.

Exame físico

Na tomografia, ao lado esquerdo, é visto como um aumento da densidade (hiperdensa) e na ressonância magnética (RM), lado direito, é visto como uma perda de sinal (hipointensidade) em todas as sequências (T1 e T2), uma vez que o sinal normal da medula óssea na RM é alto em T1 e T2 (gordura).

 

Classicamente uma lesão esclerótica que ocupa todo o corpo vertebral é chamada também de sinal da vértebra em marfim. Refere-se a um aumento difuso e homogêneo da densidade de um corpo vertebral que preserva seus contornos, e sem qualquer alteração na opacidade e tamanho dos discos intervertebrais adjacentes. 

Diagnóstico

Causas de lesões ósseas escleróticas (vértebra em marfim) em corpos vertebrais:

Pediátricas

Adulto

Linfoma

A doença de Paget do osso

Osteoblastoma

Doença metastática (provável diagnóstico)

Neuroblastoma

Linfoma

Sarcoma de Ewing (raro)

Hemangioma

Metástases osteoblásticas

Câncer de próstata

Osteosarcoma

Espondilite tuberculosa

Meduloblastoma

Câncer de mama

Considerando a frequência em adultos, as principais causas são metástases de câncer de próstata no homem e de mama na mulher. Existem entretanto áreas de osso normal compacto que podem simular lesões ósseas e são benignas e são chamadas de enostoses ou ilhotas ósseas.  Portanto o achado deve ser sempre avaliado num contexto clínico e com ajuda do médico radiologista.

Conheça nosso curso de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.

Deixe seu comentário


COPYRIGHT 2016 - @e-sanar
@2016 - Todos os direitos reservados - Av. Prof. Magalhães Neto, 1856 - Pituba, Condomínio Edifício TK TOWER, Sala 1403, CEP 41810-012, Salvador-BA - Brasil Tel: 71 3497-7689

Parceiros